Você já contratou um cuidador / Enfermeiro (a) ?

Se você já contratou cuidador / enfermeiro (a) para cuidar de seu ente querido com Mal de ALzheimer, comente se você indicaria, que cuidados devem ter ao contratar, e porque contratou.
Caso não tenha contratado e é você mesmo quem cuida, diga o porque, se já passou isso pela cabeça ..enfim, discutindo este tópico aqui poderemos ajudar muitas outras pessoas que estão com dúvidas a este respeito !
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Bom dia,
Esta é a primeira que coloco uma questão aqui (adoro ler os comentários e me informar a respeito da DA).
Gostaria de saber aonde posso encontrar referência de bons cuidadores. Minha mãe tem Alzheimer (diagnosticado ha 5 anos) e tem 82 anos. Ainda anda, fala, lê e consegue realizar algumas atividades (lavar louça, arrumar a cama, tomar banho, vestir-se, fazer uma salada e outras coisinhas simples). Apesar dela ter um 'gênio bom', sinto-me perdida pois sei que precisará de um cuidador, pois a doença avança lentamente mesmo com o uso dos medicamentos fonecidos pelo SUS.
Meu pai tem uma saúde de ferro (83 anos) e contam também com a ajuda de uma empregada todos os dias.
Nã desmerecendo, mas doméstica não é cuidadora de idosos e por isso gostaria de saber aonde encontrá-los? Alguém poderia me dizer o custo de um cuidador (estou totalmente por fora de tudo e não tenho referências)
Dicas sobre entidades? Sites? Alguma sugestão?
Fico no aguardo de qualquer ajuda.
Obrigada e um bom dia todos
Um abraço
Mônica
sim contratar uma pessoa é muito bom porque ficar com uma pessoa com mal de alzheimer é muito desgastante emocionalmente.
- Primeiramente a pessoa que vai cuidar deve ser muito paciente.
- Deve ser solteira de preferência, pois numa emergência essa pessoa estará disponível para vir cuidar do nosso ente querido.
- Deve-se estabelecer antes quais são as funções que a pessoa irá exercer (dar banho, remédio, fazer comida, medicamentos, etc).
- E se a pessoa for ficar definitivamente cuidando de seu ente querido, deve-se contratá-la com carteira assinada tudo conforme a lei para poder ter liberdade de lhe dizer como cuidar de seu ente querido e não vir a ter dissabores no futuro. ok?!
Juscelino e Carmem, considero o início da Doença de Alzheimer uma das fases mais complicadas em termos de relacionamento com o doente, pois é bastente difícil estabelecer alguns acordos quanto às limitações que se fazem necessárias, de tal modo que não pareçam imposições. Para o doente é muito difícil admitir que não tem mais condições de ficar com os seus documentos, talão de cheque, cartões de crédito; que não tem mais condições de lidar com o fogão, com facas, tesouras, etc. Limitar tudo isto requer muita conversa carinhosa, transmitindo-lhes, na medida do possível, a sincera intençã de facilitar a vida dele, evitando filas, bloqueios e ocorrências policiais por extravio, queimaduras, cortes, enfim. Não uma tarefa pouco árdua. Requer muita habilidade e paciência. Esta é a palavra chave para a Doença de Alzheimer: paciência.
No caso da minha mãe (diagnosticada a 5 anos), levou algum tempo. Por diversas vezes tive que providenciar bloqueios de cheques e cartões de crédito, os quais mais tarde encontrava escondido no meio dos cobertores, dentro de bolsos de casacos, debaixo do colchão. Necessitei colocar correntes no botijão de gás, nos armários da cozinha para evitar que cozinhasse. Esta providência gerou muita revolta. Uma vez, quase me agrediu fisicamente de tão indignada que ficou, mas fui firme. Mantive a determinação e ela acabou aceitando. Contratei uma senhora para trabalhar na casa dela. No início não gostou, mas depois acabou gostando da companhia.
E assim foi acontecendo...Cada dia que foi passando ela necessitando de mais ajuda e nós a ajundando até agora, sempre com muito carinho e muito mais paciência.
Procurem frequentar as reuniões da Associação Brasileira de Alzheimer se houver algum grupo nas suas cidades. Ajuda muitíssimo. Aprendemos com os demais novas estratégias de lidar com o nosso familiar doente.
Força a vocês e contem comigo para ajudá-los no que estiver ao meu alcance e também para desabafar.
Heloisa
A minha mãe possui doença, contudo não permite que ninguém, e este ninguém restringi-se a mim e minha irmã mais diretamente qualquer auxílio por mínimo que seja ela é do tipo centralizadora e não admite que nenhuma pessoa comente sobre as variações comportamentais típícas da doença. Ultimamamente nossa convivência tem sido quase impraticável pois ela associa as questões rotineiras como a perca temporária de um documento, ou um extrato bancário não compreendido a "perseguição" de seus filhos e como se não bastasse tece terríveis comentários acerca dos mesmos; o que fazer?
Tenho minha mae de 63 anos com a doenca (que nao esta tao avancada) Gostaria de ter informacoes de como agir com a doenca, ela ja nao pode ser responsavel nem pelos seus documentos que esta sempre perdendo, e nao aceita que ninguem de muito palpite em sua vida, gostaria muito de algumas informacoes e atitudes p/fazer
Muito obrigada,
Claudia
Cláudia, todas as fases da doença são difíceis, mas no começo estamos mais despreparados e tudo parece pior.
Paciência é fundamental e um bom cuidador é uma ajuda preciosa. Encontrar esse profissional exige atenção, pois ele vai conviver com o paciente durante as ausências da família e, caso não seja bem orientado, o doente poderá ficar mais irritado, com agravamento de suas desordens emocionais.
Quanto aos documentos, caso sua mãe não seja mais capaz de gerir sua vida civil, como parece, mas ainda puder assinar, vc pode providenciar uma Procuração Pública, com amplos poderes. Com isso vc vai ter fôlego para, em até um ano, requerer ao juiz sua Curatela, que é a interdição. Com isso vc ficará responsável por ela e pela gerência do seu patrimônio, representando-a perante bancos, INSS, seguradoras etc. Esse é o aspecto legal.
Na prática, ainda durante longo tempo ela vai querer saber dos próprios negócios, receber extratos etc. Minha solução foi tirar xerox dos documentos importantes, guardando comigo os originais. Com isso não havia prejuízo quando ela perdia. Ela tinha uma pasta, mas nunca guardava nada lá. Eu encontrava os papéis escondidos no armário, dentro de sapatos e bolsas.
Espero ter lhe ajudado
um abraço
suzana
Cláudia, eu também tenho minha mãe com a mesma idade e contratamos uma pessoa para ficar com ela. Esta pessoa deve ser muito carinhosa e paciente. Deverá permitir que sua mãe faça as coisas no entanto deve ficar de olho e consertar o que fizer de errado (somente assim conseguimos que fique alguem) pois a minha mãe não permite que mude nada do seu cotidiano na casa.
Ela pergunta a mesma coisa de 5 em 5 minutos. Quer usar a mesma roupa todos os dias.
Quanto aos documentos da sua mãe sugiro que você guarde em uma pasta sem ela ver para quando você precisar.
Um abraço
Vera